"Na verdade não é a primeira vez que atrevo-me em campo tão delicado de argumentação. Acredito que só é mesmo possível o diálogo político respeitado o ponto de vista, a afinidade ideológica de cada um dos envolvidos no discurso. Não ousaria jamais harmonizar polos distintos como o capitalismo e o comunismo. Antes procuro muitas vezes simplesmente acalmar as indagações que me afligem o espírito, ponderando comigo mesmo, que na verdade não se pode estabelecer um julgamento imparcial no que se refere a estas duas ideologias. Teria que beber na fonte de ambas e ter minha sede saciada para poder encontrar paz.
E é mesmo assim como admitir ou não a existência de Um Ser Supremo e ter ou não ter fé. Se o homem por sua própria capacidade e potencial, isento de qualquer intervenção do espírito - e aqui faço questão de abolir de minha mente o aleatório - pode suprir suas necessidades, concluo que há divergência em mim...
A política eu a entrego aos homens. A ciência, a arte, e a real possibilidade de paz no mundo entrego ao desconhecido, ao mistério. E devo acrescentar: o mistério... O mistério encontra-se mesmo em Deus, que se oculta enquanto criador naquilo que criou, de forma tão sublime, que permite ao homem acreditar poder isentar-se do imenso compromisso que possui para com a criação... Criatura que é !!!"
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
UMA REFLEXÃO
- COMO PODEREI AMAR O OUTRO, SE AINDA NÃO CONSIGO SEQUER SER MISERICORDIOSO COMIGO NO MEU ERRO? A MINHA VIRTUDE MAIOR EU A ENCONTRO SEMPRE NO PERDÃO, NA CERTEZA DE QUE SOU CAPAZ DE UM SACRIFÍCIO... E SEMPRE ESTAREI PRONTO A SER PÃO PARA QUEM TEM FOME.
- E HÁ FOGO CHAMA ACESA EM MIM, E QUERO SER SOCORRIDO PORQUE VEJO E SEI, QUE A CARÊNCIA MINHA NÃO SUPERA A TUA... E NÓS, OS HOMENS, NOS SACIAREMOS SEMPRE DE NOSSA SEDE NUMA MESMA FONTE, NUM ÚNICO REGATO.
- NÃO PRECISO OUVIR TUA CONFISSÃO, JÁ CONHEÇO BEM MEU PRÓPRIO PECADO.... E LÁ PARA ALÉM DA MORTE MINHA E SUA, RESPLANDECERÁ EM MOMENTO AJUSTADO O SILÊNCIO QUE NECESSITAMOS, EU E TI EM NOSSAS CONSCIÊNCIAS.
- PORTANTO ACERTEMOS O RELÓGIO O TEMPO É PRECIOSO E URGENTE. O PARAÍSO SE FAZ DO ONTEM, DO HOJE, DO AMANHÃ QUE NOS AGUARDA. VEM ESTENDE TUA MÃO, QUE EU CEDEREI A MINHA. E JUNTOS PROVAREMOS DO PÃO QUE NOS ISENTA DA FOME, E BEBEREMOS DA FONTE DA ÁGUA QUE EMANA A VIDA.
IVAN ALENCAR
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
UM POEMA
UM POEMA
O DOBRE DO SINO
Como sibila o vento
Por sobre a lápide,
assim arfa o fôlego,
me foge a vida...
Como brasa outrora ardente,
escapa-me o instante,
triste lamento.
Dobre o sino seu
Toque fúnebre,
O adeus temente,
do transe meu...
Estende tua mão,
e alcança meu espírito,
que se esvai de mim,
e ora treme e flameja.
O diabo aguarda minha
travessia...
(Verto sangue, não suor)
Espera ele, aguarda mesmo por mim.
Toque o sino seu dobre,
fúnebre...
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
FINALIZANDO....
Originalidade, ou princípio lógico de singularidade, constitui na verdade a natureza cada indivíduo. Indubitável é que todo ser humano encarna em si um sinal que lhe é por emblema por único.
Unidos todos definem a marcha histórica, determina inclusive o valor, causa e efeito, do domínio do eu coletivo sobre o individual. Domínio da natureza, sequencialidade dos acontecimentos, eventos e fatos. Regresso e quero delimitar-me a mim exclusivamente, meu eu, minha personalidade. E isso não necessariamente tomado da certeza de que sei o que sou, ou quem realmente sou. Talvez saiba mais o que realmente não sou.
Surpreendo-me comigo mesmo constantemente, e julgo necessário dizer que agrego no dia a dia, certos elementos que de forma meticulosa cultivo.
Um exemplo está em minha excepcional capacidade de tudo racionalizar, acreditando ser capaz assim de atingir, não uma plenitude de mim, mas se o tempo me for por suficiência, uma plenitude humana.
Eu e cada um de nós, acredito predestinados a dar sentido e fundamento ao universo. O universo de cada um, o universo humano e, porque não dizer divino.
E dou-me conta então que em mim, em nós, não há muito o que explicar ou sistematicamente desvendar. Amo mais e acima de tudo o mistério, o enigma em mim.
E, superior a isso, amo ainda mais o propósito internalizado que sondo há em mim, e percebo feito um sonho também no outro. Isto se busco desvendá-lo naquilo é.
Então se dá que expressar meu eu, minha personalidade, dizendo quem sou ou o que sou,
teria que apelar para a magia de extrair do silêncio meu, a mais profunda e real possibilidade de fazer-me conhecido, e para isso teria que... Só me restaria mesmo, apelar para a arte.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
INDO ADIANTE...
Ser homem não limita em mim colorir de rosa em vez de azul a vida, meus dias. Ou até mesmo de sensível e sensual, ser abrangente, transbordante de humanidade.
E então encontro um início de singularidade em mim: pequenos atributos meus, que de forma analítica, sei que todos possuem, mas nem todos os cultivam.
Já declaro-me liberto da ousadia de de pré-conceber em possível padrão de comportamento normal do indivíduo para com o indivíduo, da sociedade para com o sujeito, do sujeito para com a sociedade.
E já inicia a desgastar-se essa investida de buscar valiar o que sou. Bem como dou-me conta de que devo abrir aspas quanto à minha personalidade, concedendo a liberdade de cada um sublinhe a sua.
CONTINUANDO....
Acredito necessário que diga então que, do gênero masculino, da espécie homo sapiens, um simples ser humano dentro da humanidade toda, estou assim plasmado na integralidade de meu campo de atuação.
Mescla-se em mim já declaro, toda natureza de emoções, de sentimentos. Seja na subjetividade minha, seja em vínculo com os que me cercam.
E percebo que há tanto de todos em mim, e de mim em todos, que me pego assutado numa ausência de singularidade.
De caráter sóbrio, homem de bem que sou, não encontro grandes imparcialidades em mim. Se amo e odeio, me alegro ou entristeço; é tudo percebo, numa medida ou mesmo ânsia de ser da mesma nobreza que observo em alguns.
"O EU SUBLIMADO...
OU A PERSONALIDADE ENTRE ASPAS"
Procuro um ponto de partida. Procuro um rumo a trilhar. Isso para quem sabe alcançar a estratégia de um objetivo.
Vou arriscar...Quero correr o risco de transitar entre meu eu e o que penso que sou. Entre meu eu e aquilo que os outros pensam que sou. Quero delimitar aquilo que creem que seja minha verdadeira identidade. Como o meu nome a sagrar-me como indivíduo único, documentado, sociável e participativo e integrado ao meio. Quero dizer como é ser um dentre os demais. Fazer-me conhecido de todos.
THORN AND STOM
PARTE III
E queria mesmo eu até conter-me numa onda que se arremessa ao rochedo. E esparramar-me e voltar ao mar bravio. Porém sempre me constitui em oceano caudaloso. E engolfei assim toda a vastidão das águas. Desde as primeiras, as mais profundas.
Pelas artérias e veias correu-me sempre o sangue de todas as raças, e nunca fui guardião de mistérios, embora em mistério sempre envolto. Reforçada em mim sempre esteve a fora, a cadência do pulsar da vida.
O simples fato de existir lacrava em meu peito a possibilidade da ausência de um ressurgir contínuo, de alguma novidade de mim. Havia a ausência daquilo que uma possível morte pudesse consumar.
Numa noite em que me debrucei das nuvens, fiz então um favor a mim mesmo, e cedi lugar às legiões curiosas, ávidas de provar o doce mel das mais aromáticas espécies de frutas. E isso sempre, costumeiramente, com o propósito de poder partilhar a outros minha real essência, pois todo ser, por mais enigmático que fosse em sua complexidade, logo eu deduzia seu conteúdo, e lançando minha teia, para junto de mim o trazia sem arrebatar sua nada de sua essência. O prenúncio de uma possível novidade.
E era em mim então tudo óbvio. Tudo emanava dedutível desde a origem primeira, até a capacidade de esvair-se existencialmente.
O pensamento que se desprendia de qualquer ser não escapava a meu poder de subjugá-lo. E se decepava ou punha termo a algo que me estorvava, logo a energia vital que destruía, se integrava a mim. Estendendo-se por todo universo sem fronteiras.
No que em realidade se caracterizava minha relação com a vida, com a morte, com o mistério? Eu simplesmente me recusaria a fazer-me óbvio como as partículas de um átomo, as organelas de uma célula, o tecido de um organismo qualquer.
Antes sempre quis preservado meu caráter complexo, minha capacidade de fazer-me oculto ao pensamento sagaz. Numa somatória de possibilidades, de deduções, de desmistificações racionais, era assim que preservava meu poder.
Continha em mim reclusa a disputa de qualquer mortal com seu deus. E imortalidade sempre foi atributo meu.
E o reiniciar incessante de minha expressão de poder, vencia qualquer ousadia entre eu e a fúria de um animal selvagem, de uma formação vegetal, de um minério oculto.
Um veio de mim na criação estabelecida, articulava-se em ramificação na criação toda.
E era eu luz e trevas. O milagre primeiro do qual poderia se extrair benção ou maldição.
Afirmo pois, desvendo então: a finitude minha implicava somente na possibilidade, na certeza mesmo apocalíptica de mim.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
THORN AND STORM
PARTE II
E como se a cada pensamento que se desprendia de minha mente em tentáculo de meu próprio corpo fosse. Decepar um desses tentáculos não me fazia falta, nem implicava em perda, pois logo um novo pensamento igual ou de mesma importância renascia.
E meu tempo era de incontáveis dias. minha alma desconhecia início e não concebia fim. E meu ser era por si próprio cósmico. A universalidade minha implicava na abrangência de meu poder. Nada existia nada que meu espírito não abarcasse, nada à minha percepção escapava. E dor e prazer se igualavam e já não distinguia do inferno um possível paraíso, pois meu espírito consumava em si próprio os dois princípios.
E transfigurava e estabelecia metamorfoses na conformação da matéria. E o medo, o verdadeiro horror, implicava somente em saber que, de alguma forma tudo pode num determinado tempo se ver despido de uma forma.
Eu concebia e dor e alegria, e a concepção minha se propagava feito luz. Um facho de mim invadia a vasta extensão interestelar. E lá estava eu. Um astro. Uma extensão de meu eu.
Jamais quis tanto quando percebi possível estender meu querer para além de mim numa potência inexaurível, da consumação de meu eu eu supremo por todo ser, toda a matéria.
E nunca me perdia de mim. Antes encontrava-me ainda que no mais insondável labirinto. O labirinto de mim. E sempre incansável percorria trilhas desconhecidas, indo rumo à uma pré-história, numa possibilidade de ser antes mesmo se quer de ter existido.
Eu já sabia de mim antes que a primeira estrela despontasse no horizonte de densas trevas.
Investigava cada veio de minha substancialidade e meu olhar ardia com a lava da cratera profunda em que se consistia minha independência de ser. E essa imparcialidade subjacente entre eu e o todo conduzia-me como a saber hoje do amanhã, já tendo esgotado por inteiro o ontem.
E eternizado em mim o poder, estendia o braço ora benigno ora maligno e estipulava minha sentença sobre o sono de qualquer um que dormisse.
E calculando uma ruína que na certa um dia viria, consumava-me na concretude do todo, divagando sempre na possibilidade de ser assim eterno.
domingo, 20 de janeiro de 2013
THORN AND STORM
''O CHAMADO DO ALÉM... UM CAMINHO PARA O DESCONHECIDO''
PARTE I
E tudo principiava como se fosse possível transitar ileso pelas chamas de um inferno.
Um inferno de labaredas rubras. Chamas de colorido imparcial.
O que deveras importa é que me perdia de mim naquilo que sou. Naquilo que é expressão de mim no mundo. E ilusoriamente meus sentidos me faziam crer, que era eu da mesma natureza do fogo, que não só consome, como destrói e conduz à cinzas, a natureza primeira, talvez única de um ser.
E era eu então uma coisa não humana. Um ente sem vínculo numa possível cadeia evolutiva.
Minha peculiaridade era ter em mim mesmo o poder da criação. Bem como a voz imperativa da destruição de tudo aquilo que não era eu.
E o mundo e o universo era então eu, cabendo feito grão de areia na palma de minha mão.
E a grandiosidade de mim se consistia no sol, na lua e nos astros, configurações de uma extensão de mim mesmo.
E e o deus éramos um. E meu poder o poder do deus.
E assim como se desenrola um pergaminho que quer conter em si a origem de todas as coisas,
assim se desdobrava minha capacidade de visão. Visão do outro. Visão do Universo.
O PORQUE DESTE BLOG
"Em realidade não é coisa fácil conseguir um escritor levar à público seu trabalho. Escrever,
ousar ser literato requer dedicação, trabalho árduo, dispor de tempo, espaço e condições financeiras que possibilitem isso. Ter um público garantido, pode pensar alguns, dependa
exclusivamente do talento do escritor. Bem como ser aplaudido pela crítica é uma questão do valor de sua arte produzida. Isto pode bem ser dessa forma, porém aquele que envereda pelo mundo das palavras, incansável na busca de conduzir ao leitor sua arte, enfrenta batalha árdua e corre mesmo o risco de morrer no anonimato.
Sendo assim quero ao menos conseguir registrar ainda que de forma póstuma o que acredito ter em mim por dom: o poder da palavra escrita, a fórmula de encantar pela harmonia e articulação de um idioma a alma de um eventual leitor".
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